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8 de setembro de 2019


Série - Problemas de Memória
Parte 2.  

MEMÓRIA do IDOSO: PERGUNTAS COMUNS


1. Tranquilizantes reduzem a memória?

Ø EJ - Muitos fármacos  - mesmo não sendo tranquilizantes - interferem no funcionamento do cérebro e, consequentemente, na memória.
Trabalhamos hoje com fármacos muito mais específicos do que há 60 anos, mas ainda não temos medicamentos que atuem exclusivamente em um só grupo neuronal do Sistema Nervoso Central (SNC).
A ação farmacológica, e os efeitos, podem predominar por exemplo, nos neurônios motores (dos movimentos), e não nos neurônios cognitivos (das emoções, raciocínio, sentimentos e pensamentos), mas ainda não deixam de interferir no cérebro como um todo.
Pesquisas no mundo todo tentam, incansavelmente, 
chegar a essa precisão farmacológica.
Quando o idoso sadio permanece ativo em todos os sentidos,  intelectualmente também, o prejuízo será mínimo, ou não existirá.



2. Como se pode reconhecer um problema de memória?
Ø EJ - Muitas vezes a pessoa está insatisfeita com o desempenho da sua memória, e é importante avaliar a extensão da sua queixa. Na maioria dos casos, não é indício de doença cerebral.
Ø Pode ser uma desadaptação da pessoa com o  momento da sua vida: profissional, afetiva, financeira, sobrecarga de atividades, depressão-ansiosa, que merecem ser cuidadosamente observadas, e que desaparecerão com as correções necessárias.
Ø Quando a própria pessoa apresenta a queixa, pode tratar-se de uma questão funcional. Ela está descontente com a memória que, analisada por testes e critérios específicos, mostra-se de padrão normal para a idade e perfil cultural, e  sua família não confirma alterações.
Ø Quando, porém, a queixa parte dos familiares, o caso merece ser muito investigado, porque aqui estão os casos da pessoa que não se queixa. No entanto, os familiares e colegas de trabalho relatam fatos reais que podem indicar que a ela apresenta um
problema neuronal de memória.

A pessoa não se dá conta disso e
nega as informações dos parentes e amigos.



3. Qual é o melhor tratamento para a redução da memória?

EJ - Para qualquer tratamento é necessário um diagnóstico.
Todas as queixas merecem ser corretamente ouvidas e criteriosamente avaliadas, já que o tratamento das queixas de memória depende da sua causa, que nem sempre será clara. Essa conduta deve ser obrigatoriamente seguida para todas as pessoas e para todas as queixas, sem exceção.

Ø Além da anamnese completa, com a pessoa e com os parentes, avaliação dos exames laboratoriais já realizados, é imprescindível que o profissional de saúde faça um inventário de todos os medicamentos (incluindo homeopáticos, fitoterápicos, chás terapêuticos, etc.), em uso atual ou recente, pela pessoa. Todos têm efeitos no organismo e podem causar efeitos colaterais, que podem se refletir negativamente na memória.

Ø Infelizmente, não contamos ainda com fármacos que atuem muito bem na restauração da memória quando o problema é neural. Alguns produzem um alívio relativo dos sintomas por um tempo apenas.

Ø Exercícios de treino de memória podem promover uma ajuda, que será efetiva caso não exista agravamento da perda neuronal.

Investigar o mais cedo possível, já que sem doença, a qualidade da memória, devidamente utilizada, 
não difere entre a memória do
adulto normal para o idoso normal.


Fico ao dispor dos leitores para responder perguntas sobre o tema.

Próximo: 3ª parte (final) Estresse e dano neural

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