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26 de dezembro de 2018




Receita de Ano Novo

Carlos Drummond de Andrade (CDA)


Para você ganhar belíssimo Ano Novo

cor do arco-íris, ou da cor da sua paz,

Ano Novo sem comparação com todo o tempo já vivido

(mal vivido talvez ou sem sentido)


para você ganhar um ano

não apenas pintado de novo,
remendado às carreiras,

mas novo nas sementinhas do vir-a-ser;



novo até no coração das coisas menos percebidas

(a começar pelo seu interior)

novo, espontâneo, que de tão perfeito nem se nota,

mas com ele se come, se passeia,
se ama, se compreende, se trabalha,


você não precisa beber champanha
ou qualquer outra birita,
não precisa expedir nem receber mensagens

(planta recebe mensagens?

passa telegramas?)

Não precisa fazer lista de boas intenções

para arquivá-las na gaveta.



Não precisa chorar arrependido

pelas besteiras consumadas



nem parvamente acreditar
que por decreto de esperança
a partir de janeiro as coisas mudem
e seja tudo claridade, recompensa,
justiça entre os homens e as nações,

liberdade com cheiro e gosto de pão matinal,
direitos respeitados, começando
pelo direito augusto de viver.

Para ganhar um Ano Novo

que mereça este nome,



você, meu caro, tem de merecê-lo,

tem de fazê-lo novo, eu sei que não é fácil,

mas tente, experimente, consciente.


É dentro de você que o Ano Novo
cochila e espera desde sempre.


Carlos Drummond de Andrade , "Receita de Ano Novo". Editora Record. 2008.



12 de dezembro de 2018






Bendita seja a época que nos une 


em uma conspiração de


Amor, Harmonia, e Sonhos, 


ilimitados.


Esse conjunto se traduz em Fé


e resulta em Saúde !




2 de dezembro de 2018


 SÍNDROME DE EKBOM

Trata-se de um quadro neuropsiquiátrico, caracterizado 
por  delírios de infestação parasitária na pele, descrito 
em 1938, pelo neurologista sueco Karl Axel Ekbom, 
mais conhecido por sua descrição detalhada 
da Síndrome das Pernas Inquietas***veja texto neste blog. 


Karl Axel Ekbom

É uma síndrome neuropsiquiátrica na qual o paciente apresenta a crença delirante de que sua pele está infestada por insetos, vermes ou outros pequenos animais.
Mais comum no sexo feminino, de idade mais avançada, com pouca  interação social.

Por não reconhecer os sintomas como um quadro psiquiátrico, a família recorre a vários métodos e tratamentos fadados ao insucesso, levando o paciente 
e a família ao desespero.




 Com o agravamento, família fica alarmada e procura auxílio apenas quando as medidas de aconselhamento e de garantias de que não tem bichinhos na sua pele não surtem mais efeito e a pessoa passa a se coçar com grande aflição, chegando a provocar lesões, e até mutilações, de diversas proporções, em sua pele, na tentativa de retirá-los.

As manifestações psiquiátricas desta síndrome podem variar desde os delírios acima mencionados, 
e outros sintomas psicóticos, 
a sintomas fóbicos e obsessivos.

Delírios são crenças fixas, inabaláveis, que não estão de acordo com a cultura na qual o paciente está inserido. 

Os delírios estão entre os sintomas mais desafiadores 
da psiquiatria, pela multiplicidade de crenças 
que podem ser encontradas.

É comum que os pacientes guardem em caixas debris, tecidos descamativos, cabelos, crostas, poeira, folhas, partes de insetos, dentre outros detritos que se aderem às lesões, levando-os à consulta médica na tentativa de provar que estão sendo parasitados. 

É chamado de “sinal da caixa de fósforo”.

Esse quadro pode apresentar comorbidade com: 
neurite periférica, diabetes mellitus e demência. 
Além disso, a capacidade de descrever os 
parasitas com detalhes e até desenhá-los 
é outro componente da síndrome. 




Quando esses pacientes não se isolam socialmente são capazes de induzir o transtorno psicótico em outra pessoa (folie à deux), o que corresponde de 5 a 25% dos casos. 
As mulheres induzem mais do que os homens.

O tratamento pode ser feito utilizando-se corretamente os psicofármacos mais indicados, 
com cuidados em relação aos demais medicamentos 
em uso pelo paciente, tendo  em mente as perigosas interações medicamentosas, 
cada vez mais temidas pela potência farmacológica 
de todos os medicamentos. 

Além disso, é importante que 
o paciente passe a interagir socialmente.









4 de novembro de 2018


Medalha Mérito Médico Dr. João Penido 2018.

Depois de numerosas notícias e trabalhos publicados nesse espaço nos últimos anos, peço licença aos queridos amigos que me prestigiam com a sua atenção, para postar uma notícia pessoal de grande relevância. 

Foram cinco médicos destacados pela 
Sociedade de Medicina e Cirurgia JF (SMCJF)



"A homenagem se destina a todos que tenham prestado relevantes serviços à população juiz-forana e que sejam referência de conduta ética e competência para os jovens médicos" 

Dr. Elson Correa de Mello Júnior - Presidente SMCJF.








MEDALHA MÉRITO MÉDICO
 
“Dr. João Penido 2018”

Elimar Jacob Salzer Rodrigues


“Homenagem da Sociedade de Medicina e Cirurgia de Juiz de Fora (SMCJF), pelos relevantes serviços prestados como médica à comunidade, sempre comprometida com a humanização, a presteza e a ética.”

Juiz de Fora, 19 de outubro de 2018

Dr. Elson Correa de Mello Júnior

Presidente





Antenor e eu, acompanhados dos meus ex-alunos: Dra. Rosilene Alves de Oliveira, o
Presidente da SMCJF, Dr. Elson Correa de Mello Júnior, Dra. Rosely Bianco, os três, brilhantes profissionais.          

Reflito sobre a honra e a responsabilidade de merecer dos meus colegas da SMCJF a Medalha Dr. João Penido. Minha participação nesta solene Casa centenária teve início ainda como acadêmica, e dela nunca me afastei completamente. 
Depois exercer diversas funções, coordeno, há sete anos, eleita para mais dois anos, o seu Comitê de Ética, tendo assento na Diretoria da Entidade.
A “Casa do Médico” sempre foi, afetivamente, a minha casa.


Fragmento da fachada, em estilo Art Dèco, da Fundação Dr. João Penido (SMCJF), fundada em 1889, durante o Império, a segunda do Brasil, após a da Capital, então no RJ.


Ao lado disso, além dos cursos realizados, dos livros e trabalhos publicados, atribuo esse privilégio à qualidade dos profissionais da Saúde que, há anos, ajudo a formar na UFJF. São todos hoje valorosos profissionais - professores, pesquisadores, clínicos, cirurgiões, dirigentes de hospitais e de entidades de classe, produzindo trabalhos de relevância em nosso país e no exterior, contribuindo de forma permanente, com o progresso do conhecimento científico na Saúde. Algumas dezenas destes, quando acadêmicos, foram meus competentes monitores.


Antenor e eu, com o Presidente da SMCJF, Dr. Elson Correa de Mello Júnior, na mesma solenidade.


Para fazer jus às minhas atividades profissionais, permaneço, obstinadamente, dedicada à clínica, à pesquisa, ao ensino, e ao estudo.
Herdei dos meus pais, familiares e dos meus professores a persistência na atualização, sabendo-me uma eterna aprendiz, o que é também uma forma de respeito aos alunos e clientes, que me honram com a sua continuada confiança.


Ex-aluna, Dra. Nathércia Abrão, Diretora de Provimento de Saúde - UNIMED JF, 
também homenageada da noite.


Eduardo Brigolini, Andréa Jucá, Roni Casali
Magno Daniel, Sarah e Carolina Jacob Daniel e Renata Jacob Daniel Salomão
Alguns dos amigos que  foram muitos, e a todos sou imensamente grata. 
Infelizmente, não consegui fotos de todos. 

1 de outubro de 2018


Comportamento: 

POSTURAS entre GERAÇÕES 

Maior longevidade e melhor qualidade de vida:  

surge um fenômeno comportamental, 

pelo qual as diferenças entre as gerações 

praticamente desaparecem. 


Os cuidados com a alimentação, a  prevenção das doenças evitáveis, a atividade física, a manutenção de interesses intelectuais e produtivos, têm produzido adultos vigorosos e joviais por um tempo muito mais prolongado do que há apenas duas gerações.


A manutenção da  juventude física e psicológica, praticamente elimina as diferenças entre 
a adolescência e a meia-idade e marca a 
era dos adultosgrown-ups, ou grups, 
da literatura de língua inglesa.

Esse fenômeno aproxima, quase une,  gerações no estilo, no comportamento, nas diversões e nos gostos, 
dos 20 aos mais de 70 anos.

São pais e mães que têm com os filhos uma relação onde 
a função de dar limites é, muitas vezes, relegada.

Podem ainda ser confidentes entre 
gerações,  eliminando entre eles a 
privacidade emocional e comportamental .

Pais na faixa dos 50 anos são muito jovens, 
os costumes e a estética  os aproximam muito 
de seus filhos com a metade da sua idade.


Se os pais compartilham com os filhos ideias, hábitos e interesses, mas mantêm a sua identidade adulta, 
o jovem terá a total noção dos limites. 
Muitas vezes, porém, os pais se esquecem 
da sua função formadora e perdem totalmente 
os limites para viver a vida dos filhos.

A intimidade sem limites e sem a clareza de papéis, proporciona um campo muito fértil para o florescimento 
de rivalidade entre pais e filhos,  
comprometendo as relações afetivas. 

Sobre os jovens tem recaído um bem orquestrado 
esquema de incentivo ao consumo de produtos, com direcionamentos 
subliminares para a erotização precoce 
nos quais mães e pais participam, 
permitindo e incentivando o consumo de roupas, 
alimentos, objetos, bem como de danças, horários e locais, absolutamente  inadequados para a faixa etária. 

Os pais também são compelidos, por diversas razões, 
a dar objetos 
no lugar de dar do seu tempo e da sua atenção.

O comportamento consumista não tem fim. 



Muitas vezes, um aparelho é comprado, ou trocado por modelo mais sofisticado, antes mesmo de ter sido 
objeto de desejo dos filhos.

A frustração 
é o resultado imediato, porque sempre existe alguém que possui algo a mais ou melhor, e a criança ou o jovem 
jamais terá satisfação, apesar de tantos supérfluos.

~ ~ RISCO ~ ~


O resultado desta 
permanente insatisfação  
é, quase diretamente, a procura por novos prazeres, 
cujos maiores riscos são: 
a sexualidade precoce e a dependência química.



7 de setembro de 2018



Objetivos do setembro amarelo



Estamos trabalhando para preservar a Vida.

Junte-se a nós.

Compareça, Participe, Divulgue.




Todos os anos são registrados mais de 

dez mil suicídios no Brasil e mais de um milhão 
em todo o mundo.

Objetivos do setembro amarelo:
·       Divulgar informações para ajudar a sociedade a desmitificar (reduzir) o preconceito, o estigma, o tabu em torno do tema.

·       Auxiliar a equipe de saúde e a sociedade a identificar, tratar e instruir seus pacientes.


·       Ajudar no enfrentamento deste grave problema de saúde pública.


Segundo a Organização Mundial de Saúde, é possível prevenir o suicídio, desde que: 

a família, os amigos e os profissionais de saúde, de todos os níveis de atenção, estejam aptos a reconhecer os fatores de risco presentes.


O risco de suicídio é uma urgência devido a produzir desde lesões graves e incapacitantes, até a morte.
 
Barreiras para a prevenção:

·       tabu ou preconceito,
·       dificuldade em encontrar ajuda,
·       falta desse conhecimento na população,
·       ideia errônea de que o suicídio não é um evento         frequente.

O conhecimento é fundamental 

para a prevenção bem-sucedida.