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15 de janeiro de 2015

DISTIMIA

Por que os livros de Psiquiatria a ela se referem  como

a TEMIDA DISTIMIA?

Porque é um quadro psiquiátrico de diagnóstico complicado, frequentemente subdiagnosticado, de tratamento complexo e de prognóstico nem sempre favorável.

Todos os psiquiatras tratam

TRANSTORNOS de HUMOR

diariamente e conhecem bem essas dificuldades.




 ·      A DISTIMIA é chamada a síndrome do mau humor, na qual o paciente está sempre irritado, explosivo, nervoso, pessimista, em rixa, contenda, litígio, desavença, discórdia e 
confrontos intrapsíquicos permanentes.


 ·      Por jamais estar satisfeito, mas sempre queixoso, negativista e instável, seu padecimento inferniza não apenas a sua vida como a dos familiares e de todos à sua volta, maltratando-os por comportamentos descontrolados, imprevisíveis e pela retração social.


 ·   É pessoa mal-vista no ambiente de trabalho, não raramente indesejável, permanecendo pouco em cada lugar, embora possa ser muito capaz profissionalmente.


·      Recusa-se a acreditar que precise de ajuda profissional, até que não suporta mais o sofrimento, a falta da alegria e da felicidade.

Geralmente ocorre o seguinte: 


  • O paciente procura um não-especialista que, na maioria das vezes, vê apenas a ponta do iceberg e, tentando ajudar rapidamente, prescreve-lhe ansiolíticos.
  • Os ansiolíticos amenizam imediatamente a parte ansiosa do quadro, aliviando parcialmente os sintomas por um certo tempo. Mas é apenas uma melhora subclínica, sem trazer a necessária solução. 
  • ·      Como o transtorno de base (que faz parte do espectro depressivo), não foi identificado, essa conduta concorre, involuntariamente, para a cronificação da Distimia.


·      De forma bem simples, a distimia (disforia crônica) é um  quadro depressivo crônico, com sintomas de intensidade mais leve do que na depressão maior, de início precoce, trazendo sofrimento e prejuízo significativos para o paciente e para os que com ele convivem.

·      A Distimia tem frequência equivalente em ambos os sexos e pode ser diagnosticada em todas as faixas etárias.

·      Apresenta Comorbidade com transtornos ansiosos e de personalidade, com os quais são repetidamente confundidos.

Quanto mais cedo se conseguir estabelecer 
o diagnóstico mais possível será o tratamento,
para alívio de todos.







3 comentários:

  1. Sônia Sotto16/01/2015 14:33

    Muito bem salientado por você o quadro de Distimia. A importância desse diagnóstico se faz mister, para o convívio de familiares, ambientes de trabalho, tratando os que sofrem com tamanho mau humor e devolvendo a alegria da convivência. Parabéns mais uma vez, querida Elimar!

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  2. Shirley Lucindo Torres20/01/2015 17:20

    Como sempre, informação qualificada para leigos. Precisão e concisão de linguagem são características de seus textos, tornando agradável a leitura de assunto tão denso.
    Especial abraço
    Shirley

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